O que é o setor público do Brasil hoje? Sem espasmos de humor, é uma vaca com milhares de tetas e com inúmeras crias, o funcionalismo público. Os 'filhos do Estado' se esbaldam com o leite da mamãe, indiscriminadamente. Eu pergunto: até quando? Até quando esses filhos permanecerão nessa ínfima posição, ao invés de transformarem-se em verdadeiros atores do setor público?
Por quê hoje vemos 'cursinhos' preparatórios para concursos públicos? Todos nós temos a resposta na ponta da língua: a boa condição salarial, somada à intocabilidade dos cargos. Num mundo capitalista, será que essa é a melhor maneira que o Estado encontra de otimizar as políticas públicas? Agilizar o setor judiciário? Encarcerando pessoas nos cargos, mantendo-os a vinho escocês? Na esfera competitiva, que hoje traduz-se como todo o planeta, é necessário uma gestão que incentive a competividade, o esforço. Se metade do salário do funcionalismo público dependesse do funcionário, e não do Estado, será que conviveríamos com tamanha lentidão nos serviços? Ressalta-se a complexidade de adoção de tais políticas, sendo necessário estudos, idéias; em síntese, amadurecimento. Mas dar as costas para essa triste realidade, sendo que é possível tentar, é mais que descaso, é postura cúmplice.
Triste pensar que, para fazer as coisas funcionarem, tenhamos que adotar esse tipo de postura. É como um filho que não aprende só com palavras e insiste no erro: institui-se o castigo, em forma de privação. No nosso caso, a educação do filho adquire proporções infinitamente maiores que as familiares - é um compromisso que temos com o Brasil.
sábado, 18 de outubro de 2008
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