Trapaça da Dor (Frejat e Cazuza)
Do teu rosto eu me lembro o silêncio
E do corpo as pernas sempre cruzadas pra vida
Onde é que você anda? Eu pergunto e eu respondo
Tá se enganando na certa
Tá por aí de conversa
Sem notar que o tempo passa
Passa e é trapaça da dor
Tantas coisas que eram só de nós dois
Hoje estão de boca em boca como qualquer piada
Tanto amor disperdiçado indo e vindo na calçada
Eu não quero amar pra nada
Eu não quero amar mais nada
Que vá embora assim sem saudade
Que doa tanto lembrar
(os dizeres dessa composição não refletem necessariamente as visões e questões desde que vos escreve. mas é legal, mesmo assim, frejat é um cara abençoado.
acho que acabei de descobrir meu potencialmente perigoso nível de ansiedade. parece mecânico, colocar 'será que' quando inicio minhas frases. minhas orações, nos dois sentidos. acho que também acabei de descobrir meu já perigoso nível de hipocrisia, porque a minha ansiedade já era minha conhecida a tempos! haha! meu perfeccionismo se deve muito a ela, deve ser por isso que faço administração. deve ser por isso que não faço administração tão bem. haha!
mas é incrível o que vemos por aí.... é incrível como os problemas aproximam as pessoas. será esta uma razão de ser dos problemas? será metade da humanidade tão descuriosa a ponto de não se perguntar se de fato há uma causa dos problemas? e não falo dos do cotidiano. e sim daqueles do cotidiano. aqueles, que ocupam nossa mente de forma tão ocupante, não deixam espaço pra mais nenhum, são egoístas, são nossos. aqueles que você passa o dia pensando. cotidianamente eles revelam estar vinculados com sentimentos. é claro, durt. as pessoas se magoam, mutuamente, insuladamente, all the time. haha, lulu santos. e o medo paralisa, e a coragem destoa, e a persistência envergonha, e o coração descamba, ou quase. e tudo devia ser ao contrário. mas de que ideal estamos falando? exatamente daquele que não existe, logo, devia ser assim sim. no futuro, devia não ser.
um pedacinho da minha mente parece ocupada com outra coisa. pera aí, vou ali consertar!
é, veja você.
de fato, vivemos em harmonia e caos!
let me go, so. um abraço aos navegantes insistentes!)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Será que?
Ouvindo Coast to Coast do intruncado e talentoso Glenn, já se espera que esse texto não fale exatamente sobre muita coisa... Na verdade não atualizo isso aqui faz tempos, mas como minha voz me impossibilita de cantar no momento, e o escrever é minha segunda válvula de escape favorita, vamos a ela.! Chega de redundâncias, vamos ao ponto! Mas que ponto? Acho que eu desejei escrever no intransitivo. Desejo. Sem mais, mas com mais. E não é pra ficar chique. Quero relatar o desejo intrínseco dos homens de relatarem suas dores. Mas com uma pitadinha de orgulho, pra dar sabor. Seria a pimenta, que causa hemorróidas?
Na verdade, se o orgulho fosse meu companheiro, talvez eu não estivesse aqui hoje... talvez estivesse, talvez estivesse no psiquiatra! A confusão é termos sempre razão, acharmos que sempre temos, mentirmos que sempre temos, mentir pra nós mesmos.
E o futuro, cadê ele? E o passado, esse eu sei onde está. Nas mentes de todos. É, pessimista demais. Nas de alguns. Nas de muitos. Prioritariamente, nas de alguns. O futuro não existe, ahá, clichê! E o que não é mais clichê do que o próprio clichê? E o que não é mais estonteante e ao mesmo tempo, excêntrico e comum, chato ou potencialmente interessante, do que alguém que escreve simplesmente pra acalmar suas dores? Acalmar seu coração? Ao som de músicas que me projetam pra outro lugar? Mas de olhos abertos, sei que estou em casa, olhando pra uma tela. De pés no chão eu não saberia, porque meto os pés no chão onde quer que eu esteja, nos meus sonhos, talvez! Certo!
Voltei aqui porque queria terminar o texto com 'Será que' e queria escrever mais... portanto, se quiser ler o final primeiro, fique a vontade. A hipocrisia me impede de chegar aqui e gritar o que realmente me incomoda. Mas gritar? Pare de zoar as minhas metáforas, você sabe muito bem que gritamos calados! Agora vou ter que fazer um segundo final, porque realmente vou acabar o texto, e texto sem final, por mais que tenha um, fica estranho! Serei breve. O que me aflige são muitas coisas, uma mais do que as outras. Espero que mude. Tentarei. Veremos.
Algum dia vou ler esse texto e rir dele. Outro eu talvez me solidarize comigo mesmo. Mas o importante é que haverá outros dias! E que, neles, projetarei o melhor de mim, como sempre faço. Será suficiente? Será que?
Na verdade, se o orgulho fosse meu companheiro, talvez eu não estivesse aqui hoje... talvez estivesse, talvez estivesse no psiquiatra! A confusão é termos sempre razão, acharmos que sempre temos, mentirmos que sempre temos, mentir pra nós mesmos.
E o futuro, cadê ele? E o passado, esse eu sei onde está. Nas mentes de todos. É, pessimista demais. Nas de alguns. Nas de muitos. Prioritariamente, nas de alguns. O futuro não existe, ahá, clichê! E o que não é mais clichê do que o próprio clichê? E o que não é mais estonteante e ao mesmo tempo, excêntrico e comum, chato ou potencialmente interessante, do que alguém que escreve simplesmente pra acalmar suas dores? Acalmar seu coração? Ao som de músicas que me projetam pra outro lugar? Mas de olhos abertos, sei que estou em casa, olhando pra uma tela. De pés no chão eu não saberia, porque meto os pés no chão onde quer que eu esteja, nos meus sonhos, talvez! Certo!
Voltei aqui porque queria terminar o texto com 'Será que' e queria escrever mais... portanto, se quiser ler o final primeiro, fique a vontade. A hipocrisia me impede de chegar aqui e gritar o que realmente me incomoda. Mas gritar? Pare de zoar as minhas metáforas, você sabe muito bem que gritamos calados! Agora vou ter que fazer um segundo final, porque realmente vou acabar o texto, e texto sem final, por mais que tenha um, fica estranho! Serei breve. O que me aflige são muitas coisas, uma mais do que as outras. Espero que mude. Tentarei. Veremos.
Algum dia vou ler esse texto e rir dele. Outro eu talvez me solidarize comigo mesmo. Mas o importante é que haverá outros dias! E que, neles, projetarei o melhor de mim, como sempre faço. Será suficiente? Será que?
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