terça-feira, 21 de agosto de 2007

Uma vaidade

Quem de nós não é vaidoso? Difícil apontar um. Em nossa atual condição evolutiva, a vaidade está enraizada em nossas ações, nossos pensamentos, vidas. Não falo apenas da vaidade do corpo, muito em pauta nos dias de hoje, mas sim da vaidade do intelecto, da alma. Exemplos? Eu mesmo, ao escrever estas linhas, quero que a maior quantidade de pessoas possíveis leiam e gostem, com isso tenho dois objetivos em mente: mudar/despertar/aguçar a mentalidade do leitor acerca de diversos assuntos, ou mesmo diverti-lo; alimentar minha vaidade. Não é fácil admitir isso, mas é fato. Todos nós quando produzimos algo adoramos sermos reconhecidos por nossa produção, elogiados, é como música para nossos ouvidos. É a vaidade, é o orgulho. Quando alguém diz nosso nome em uma conversa com outra pessoa, somos os primeiros a ouvi-lo, não importa a distância. Parece que nossos ouvidos já estão devidamente treinados e obedecem a nossa vaidade.

Não devemos esquecer de nós mesmos para acabar com a vaidade, longe disso. O que de melhor podemos fazer é nos policiar, para sabermos até onde nossa vaidade é saudável ou não. Cuidar do corpo, da aparência, deixar tudo nos eixos, não é importante, é essencial. É uma forma de amar, a si mesmo. E esse amor é princípio básico para todos os outros.

Por hoje é só! Até breve!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Uma música

MÚSICA!

Artes. Diversas, variados tipos, formas, conteúdos. Não gosto muito de trabalhar com conceitos, mas artes, inclusive a música, pela qual sou muito sensível, é expressão. Mas não é uma expressão linear, e nem poderia, visto que não há um ser humano igual a outro neste mundo. O que quero dizer é que se um artista faz uma música pensando em X, um ouvinte poderá escutar Y, outro Z, isso porque pessoas diferentes possuem diferentes meios de interpretar a arte. Não só com a música, mas com qualquer outra. De qualquer forma, é digno de nota o poder que a arte tem de TOCAR. Não música, hehe, tocar no sentido de sensibilizar.

A arte toca as pessoas, e isso pode fazer com que elas tomem atitudes. Tanto para o bem quanto para o mal. Veja bem, eu disse PODE. Vale destacar aqui dois conceitos que muitas vezes são confundidos pelas pessoas: PENA e COMPAIXÃO. Quando alguém sente pena, não move um dedo para mudar a situação, embora se solidarize, em pensamento, com o ser sofredor. Compaixão, ao contrário, é uma força capaz de fazer a pessoa tomar uma atitude para mudar o quadro de alguém que sofre. Voltando ao assunto inicial, a arte tem o poder de despertar na pessoa os mais variados sentimentos, mas só o próprio indíviduo tocado pode se levantar e fazer algo. Isso dependerá unicamente de sua força de vontade e de sua COMPAIXÃO.

Em tempo, sugiro você quando escutar uma música, ver um quadro, ler uma poesia, ver um filme, uma escultura, qualquer forma de expressão, até mesmo uma conversa, não sinta pena, e sim, tenha compaixão! Esforce-se pelo que você acredita, é uma forma de amar!

para finalizar, uma MÚSICA:

(Porto Seguro)

vivendo em harmonia e caos
não quero essa vida pra mim
eu quero é tranquilidade
não ir e voltar a Pequim
se você me entende

então com você eu quero
procurei em mil lugares e nada
meu porto seguro pode ser você
pode ser você...

pra quê a demora?
não adie a felicidade
a minha vida inteira chora
pra quê me torturar assim

Por hoje é só! Até breve!

sábado, 11 de agosto de 2007

Um mundo de aparências

Num mundo em que os homens se preocupam tanto com o tamanho do pênis, é de esperar mesmo uma avalanche de julgamentos preconceituosos, a maioria pela aparência e condição socio-econômica. Não falo aqui daqueles preconceitos banalizados pela sociedade, como o racial, mas sim dos que, na atualidade, se enraizaram de forma preocupante. São aqueles pequenos pensamentos de achar um homem maravilhoso porquê a amiga disse que ele tem "pegada", tratar as pessoas de forma diferente devido à conta bancária das mesmas, do carro que elas ostentam, etc. A maioria das pessoas fazem isso, até inconscientemente, e eu me incluo neste grupo, embora me policie.
A ditadura da auto-afirmação é cruel, e exclui impiedosamente quem vai contra. Roupas, maquiagens, carros, todo tipo de bem material é cotado. Quem não quer ou não pode seguir esses preceitos fica de lado, é taxado como diferente, pobretão, feio, etc. A aparência também é julgada: pessoas acima ou abaixo do peso, com o cabelo assim ou assado, nariz, boca, olhos, cor da pele. NADA passa despercebido dos olhos daqueles que insistem em julgar dessa forma todo o tempo. Diante disso, as mulheres gastam mais e mais com artigos cosméticos, roupas caras, para se auto-afirmarem perante a ditadur..., digo, sociedade. Você pode pensar que só o sexo feminino vive essa realidade, mas os homens também, e muito. Luxo do carro, da casa, carisma com as mulheres, tamanho do pênis (veja a que ponto chegamos!), dentre outros.
Proponho uma nova abordagem perante essa realidade. Situação difícil de ser mudada, mas não impossível. Comece a se policiar quando for falar de alguém, pense menos no que as outras pessoas irão pensar da sua roupa, do seu corpo, do seu rosto. Valorize mais o aprendizado, o bem, o AMOR. O corpo é importante, o dinheiro também, mas o amor é fundamental. Acredite, não é difícil.

Por hoje é só! Até breve!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amor e Paixão

Vendo o título do texto, você provavelmente me acharia com cara de romântico, não? E não, eu não estou apaixonado.
Acontece que muitas pessoas confundem esses dois termos e até chegam a pensar que são sinônimos (!). É interessante notar o grande abismo que existe entre esses dois 'sentimentos'. As aspas estão ali porque, na minha opinião, paixão está mais para FEITIÇO do que para sentimento. Quem é apaixonado, parece não sentir a paixão, a paixão o domina de tal forma que arranca o espaço dos outros sentimentos. Sim, ela é egoísta, e não aceita dividir o coração de quem a sente assim tão facilmente. Quem nunca sentiu-se apaixonado, que atire a primeira pedra. Por ser algo inerente a grande maioria da humanidade, um dia me peguei pensando no porquê disso. Talvez seja algo como um instinto de preservação, uma vez que a magia vai embora repentinamente depois de poucos anos. Os apaixonados teriam o tempo para, então, ter filhos e assim a espécie se perpetuaria. Você pode achar isso meio mirabolante, mas todos os pensamentos e idéias inicialmente parecem ser. No final, há aqueles que continuam soando como malucos, e alguns poucos passam pela prova da veracidade.
Agora vamos falar de amor... eu adoro falar de amor. É um dos meus assuntos preferidos, e quem conversa muito comigo sabe. O amor não tem NADA a ver com paixão. Qualquer pessoa pode amar qualquer pessoa! E nem é tão difícil assim. Eu já refletia a algum tempo sobre isso e uma conclusão simples a que pude chegar é que amar é prestar atenção, colocar-se no lugar do outro, importar-se. Jesus, em sua grande sabedoria, tendo consciência de nosso estado inferior e comportamento exageradamente egoísta, uma vez disse: faça para o outro tudo que gostaria que fizessem para você! Pronto, isso é amar! Pra quê conceituar demais, se Jesus já o fez habilmente!

Amor de pai, de mãe, de filho
Amor de vó, de esposa, de marido
Amor de vô, de sogra, de amigo
Amar, amor vivo!

Eu não diria que a vida é só amar, porque não é. Mas, com amor, ela fica muito mais gostosa!

Eu adoro escrever sobre isso, mas me estender mais, não é preciso.
Por hoje é só! Até breve!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Uma introdução

Queria eu, poder colocar aqui TODOS os meus pensamentos, tudo que flutua na minha mente sem hesitar nem um pouco, mas acho que qualquer um me entenderia, é impossível. Cada pessoa tem o seu Eu intransponível, a sua própria janela de pensamentos, que, em muitos deles, apresenta-se fechada. Em outras palavras, o ser humano ainda não atingiu a capacidade de se expressar plenamente, pois a sua vaidade ainda o atrapalha. Não sou só eu, nem só você, todos. Abri esse blog para discutir pensamentos que antes só viviam em minha janela fechada, mas que anseavam por transpor essa barreira. Sim, ainda há muitos pensamentos aqui dentro que provavelmente não irão sair, porque eu ainda sou feito de carne e osso. Mas é interessante poder compartilhar ainda que só uma parte com quem tenha interesse de ler, eu gosto de escrever e não é de hoje.
Eu quero escrever sobre diversos assuntos, mas iniciar algum deles não ficaria muito legal numa introdução. Terei tempo para todos. Algo que gostaria de destacar agora e que não me tomará muito tempo nem espaço aqui, é o seguinte: já repararam o quanto o ser humano muda ao longo de uma vida? Experiências diversas vão moldando o caráter, personalizando o ser, controlando ou despertando emoções dos mais variados tipos. Eu sou prova viva disso. Vou ter tempo de sobra pra relatar minhas experiências de vida, que não são muitas, mas serviram para que minha cabeça mudasse por completo. Hoje eu sou alguém que dou muito valor a quem caminha junto comigo, quem me ampara, quem contribui para minha felicidade, os amigos! Sempre dê valor a eles! Porquê o amor manifesta-se em qualquer indivíduo, PARA qualquer indivíduo! É preciso valorizar isso, sempre!

Por hoje é só! Até breve!