Porque será que existem as desilusões? E será que elas realmente as são? Não há ilusão maior do que a vida. E, justamente por ser a maior, devemos acreditá-la como se fosse a maior verdade do mundo.
Levantaremos hipóteses: talvez seja para a criação das mais belas obras de arte. A música adora isso. O amor adora a música. E eu adoro a música. haha! Bom, vejamos isso:
Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
Se eu não falasse que era de Vinicius de Moraes, talvez alguém desconfiaria. Todos nos identificamos com isso. É interessante notar como estamos sempre atrás do amor, e o egoísmo está sempre atrás de nós. Ou as vezes na frente. Essa dicotomia cerca a humanidade hoje. Escraviza. Maltrata.
Divagando, talvez tenha encontrado a solução. O ego. O medo advém da insegurança, e ela deriva da incapacidade de inovar, de sair do lugar. O ego produz o orgulho. Aí é que vem o "ísmo". O melhor, nesse caso, é resguardar-se, porque mostrar-se acarreta chances teoricamente iguais de ser amado ou de levar um tapa. Teoricamente.
E a vida, onde é que fica? Não falo da vida, falo da Vida. Aquela, verdadeira. Os que se escondem atrás da máscara do ego não encontrarão nunca o que procuram, justo porque o que procuram, não é o que aspiram. Nós nunca encontraremos então, o que procuramos! Talvez nunca Viveremos! Mas aí olhar para o lado é acalentador. Olhar e ver que existem pessoas que sabem aproveitar as oportunidades. Que sabem amar. E eis a tarefa mais difícil que encontramos por aqui: saber amar.
É engraçado como que, em assuntos como a educação, logo abaixo, o texto flui quase que incessantemente. Falar disso daqui é complicado, viu. Frequente é o nosso questionamento interior, para não vazar informações que pertencem só à gente. É a coragem (ou a falta dela) do escritor, como já fora debatido por aqui anteriormente. Um dia todos nós contaremos nossas histórias, integralmente e sem cortes, sem máscaras e sem vergonha. Seremos mais felizes nesse dia.
Os minutos de crise estão quase acabando.
Me despeço, então.
Alex.