sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Poema da libertação

Não quero ter essa liberdade
De escrever
Porque quando a possuo
Escrevo poemas sem sentido
Mas com direção.


Mas como talvez a liberdade
seja indissociável da escrita
Atenho-me a ela
Pois é a minha única saída
Porta
Mecanismo
Chave
de Libertação.

Pra quê mais?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Motivos para amar uma mulher

1. O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só shampoo.
2. O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.
3. A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4. O jeito que têm de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5. A maneira que suas lágrimas têm de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.
6. Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7. Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
8. As saudades que sentimos delas.
9. O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
10. Como ficam lindas quando discutem. (Deus... e como ficam...)
11. O modo que têm de sempre encontrar a nossa mão.
12. O brilho nos olhos quando sorriem.
13. A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
14. O modo de nos beijarem quando dizemos "EU TE AMO".

não conheço o autor.

totalmente verdade. =]

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mesma medida

Amor e paixão são dois indicadores de uma mesma medida. Amor é puro, espiritual, transcedental, transformador, agregador, e nunca prejudicial. Paixão é viciante, e é material. Observemos nossas inclinações para que possamos mais amar do que se apaixonar. Mas a paixão também é válida. Ouvir "estou apaixonado por você" ou dizer mexe com a gente, porque é um atestado de que aquela pessoa adquiriu um vício em você. É ego. Por esse caráter, a paixão possui probabilidade muito maior de dar errado do que o amor. Mas é inevitável. Atenhamo-nos ao bom-caratismo para mitigar ao máximo as possíveis e prováveis más consequências da paixão. Fogo queima.

sábado, 24 de outubro de 2009

Sinônimo de amor é amar

Porque será que existem as desilusões? E será que elas realmente as são? Não há ilusão maior do que a vida. E, justamente por ser a maior, devemos acreditá-la como se fosse a maior verdade do mundo.

Levantaremos hipóteses: talvez seja para a criação das mais belas obras de arte. A música adora isso. O amor adora a música. E eu adoro a música. haha! Bom, vejamos isso:

Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor

Se eu não falasse que era de Vinicius de Moraes, talvez alguém desconfiaria. Todos nos identificamos com isso. É interessante notar como estamos sempre atrás do amor, e o egoísmo está sempre atrás de nós. Ou as vezes na frente. Essa dicotomia cerca a humanidade hoje. Escraviza. Maltrata.

Divagando, talvez tenha encontrado a solução. O ego. O medo advém da insegurança, e ela deriva da incapacidade de inovar, de sair do lugar. O ego produz o orgulho. Aí é que vem o "ísmo". O melhor, nesse caso, é resguardar-se, porque mostrar-se acarreta chances teoricamente iguais de ser amado ou de levar um tapa. Teoricamente.

E a vida, onde é que fica? Não falo da vida, falo da Vida. Aquela, verdadeira. Os que se escondem atrás da máscara do ego não encontrarão nunca o que procuram, justo porque o que procuram, não é o que aspiram. Nós nunca encontraremos então, o que procuramos! Talvez nunca Viveremos! Mas aí olhar para o lado é acalentador. Olhar e ver que existem pessoas que sabem aproveitar as oportunidades. Que sabem amar. E eis a tarefa mais difícil que encontramos por aqui: saber amar.

É engraçado como que, em assuntos como a educação, logo abaixo, o texto flui quase que incessantemente. Falar disso daqui é complicado, viu. Frequente é o nosso questionamento interior, para não vazar informações que pertencem só à gente. É a coragem (ou a falta dela) do escritor, como já fora debatido por aqui anteriormente. Um dia todos nós contaremos nossas histórias, integralmente e sem cortes, sem máscaras e sem vergonha. Seremos mais felizes nesse dia.

Os minutos de crise estão quase acabando.

Me despeço, então.

Alex.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A solução dos problemas desse país

Nada de melancolia hoje! Nem falsos sorrisos! Os poucos que darei serão verdadeiros! E também nada de metalinguagem, será que eu conseguirei!? Olha o ego falando aíí! Porra, já comecei...

Então esperem que eu vou ali desligar o arroz...


Prontoo! Quero conversar um pouco hoje com vocês algo que me deixa intrigado. Mas, ao mesmo tempo, sei das razões de ocorrência disso. Ou penso saber. Mas porque que ninguém investe nesse país em EDUCAÇÃO????????

Essa com absoluta certeza é a principal questão profissional que indago (curso administração pública pra quem não sabe). Gente, é assustador: talvez por falta de [suspense], uhmmm, ..., educação!!, os gestores da coisa pública não percebam que é isso que falta em nosso país! E é assim mesmo como falei, no singular! Corrupção? Mas é claro... não obstante o ímpeto safado de alguns, passível de ser de nascência, é inegável que a coisa melhoraria muito se houvesse capacitação do funcionalismo público! Cursos de 40 horas de duração? É, ensinaremos ética assim mesmo. Alguns demoram vidas e vidas pra aprender. A "capacitação" começa na infância. Inicia sua consolidação na juventude, e quem sabe sua finalização ocorra em algum período da vida! Isso é desculpa pra não tentar! Não mesmo!

E não é só em matéria de gestão pública que a educação entra. Sendo repetitivo, ela não somente está em tudo, como ela É tudo! O único bem que não nos é retirável. O caráter, e a educação. Desemprego, violência, mazelas urbanas e sociais de todo tipo, ausência de participação popular nas decisões do governo... mas é claro! De um lado, o governo não colabora, pois oferece informações PARCIAIS, de qualidade e gosto duvidosos. Uma chance pra acertar a causa disso! Ahá! E quem gere o governo se preparou desde a infância para exercer sua cidadania? Possui responsabilidade suficiente com seu trabalho? NÃO preciso nem responder. De outro lado, a população é manca, não sabe o que acontece e não se interessa em saber. Quando participa, não tem argumentos, não tem meios para se articular tecnicamente, é uma voz nula e sem qualidade. A sociedade civil não exercerá controle social algum assim. Será que se educarmos nossa população, introduzindo mais matérias de sociologia, filosofia, cidadania, direito, melhoraríamos? E o que eu faço com o que eu aprendi de física, química, e em partes, biologia? Não sou extremo afirmando que este conhecimento não seja necessário. Não o é, entretanto, nas colossais doses em que se verifica. A substituição por assuntos de maior relevância geral (e não somente para os que se interessam e farão cursos relacionados às ciências naturais) seria benéfica, e não pouco.

A reforma educacional urge. Cristovam Buarque partilha desse ideário e tem meu voto em qualquer candidatura, muito embora aja algumas vezes de uma forma que não concordo (apoio a Sarney e outros). Mas vocês viram como está a Coréia do Sul? Recentemente alçada à condição de país desenvolvido. Vocês sabem como ela era? Pior que o nosso querido Brasil! Muito pior! Em 30 anos, avançou-se mais lá do que em toda história das terras tupiniquins. Vergonha. O meio pelo qual isso se deu é... pasmem. EEEEDUUU...

Aii gente... como se falar em GOVERNANÇA sem EDUCAÇÃO e TRANSPARÊNCIA? Papo pra inglês ver, mesmo.



A propósito... e fugindo deste. Estou feliz e triste. Aposto que você também (e isso não tem nada a ver com o que discutimos =)

Até breve!

domingo, 23 de agosto de 2009

Coletânea de saudades e amores

Valadares é Victor e Léo, é ilha, é profeta, é ana, é lindo e as vezes é feio, é pai, é mãe, e também é mãe, é irmão, é poli, é centro, é andar, é se maravilhar, é cruzar a ponte, e ver que do outro lado sempre existe um ou dois quês de bonito!

Meu esforço hoje de pensar uma unicidade temática não surtiu muito efeito. Pobre de vocês. Mas rico de mim. A liberdade falou mais alto hoje, pelo menos aqui.

Me sinto preso. E o escritor deve sempre ser um corajoso. Mas sou fraco. A covardia que me toma não me permite expor tudo aqui. Medos e variados. A vida é assim, anyway. A luta é dolorosa e a paz, mais ainda. Mas ainda assim me pergunto se minha ansiedade é de mentira. Mas logo quando digo o ''se'', a verdade vem a tona. Exatamente o contrário do que minha sagaz mas falha mente veio a pensar.

Sinceridade. É difícil a termos nos relacionamentos amorosos. Mas quando os relacionamentos se esvaem, é mais difícil ainda. Eu procuro frases de efeito, mas as descarto, pois a minha mente deve se liberar, e ainda assim a contenho. Procuraremos-a, então, nos olhares e nos gestos e ações: a linguagem corporal não mente, ou não deveria mentir. As pessoas estão se especializando na mentira. E isso é uma observação pessoal, com todas as implicações que esse termo pode vir a ter. Mas temos que ser otimistas. Tudo ficará bem, se já não está.

Eu peço desculpas pela variedade incontrolável e incompreensível de sentidos que estes textos possuem. Vocês retirem o que serve pra vocês, e me deixem com o resto.

Você viverá. E Eu também. Reze.

Até breve!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um tédio

E então, vamos escrever... bom como ficar pressionando o teclado sistematicamente nos salva de algumas várias coisas ruins! Como um sentimento que talvez você não consiga expulsá-lo, ou, no caso aqui, simplesmente para aliviar o tédio de um trabalho! Trabalho? não, não é essa a palavra... é ganhar dinheiro sentado, com internet. Pode-se dizer que eu faço coisas aqui, sim. Pode-se dizer que não é esse o caso essa semana!

Dia desses li um texto maravilhoso no blog da nega louca mais linda desse mundo, minha querida amiga Ana! para os que se interessarem: http://aninhaparaler.blogspot.com

Outra dica, valiosa também, da minha escritora íntima mais impessoal do planeta preferida, Aninha!http://maueana.blogspot.com

Venho descobrindo algumas outras utilidades disso aqui. Tradicionalmente escrevo só pra ME aliviar. eu sou humano, logo, potencialmente egoísta. [VALE LEMBRAR QUE, o 'potencialmente' foi adicionado por mim ao texto depois, haha, num dia de bom humor, o contrário do que fui essa semana relatada]. Contudo, soube de avaliações positivas, parece que os textos servem pra alguém além de mim! Que benção! Talvez as interpretações sejam diversas (né aninha? =), mas o que importa é sentir-se tocado de alguma forma.

Agora que minha voz voltou forço-me a escrever aqui de vez em quando. Sim, eu me forço, mas todas as vezes em que venho, é espontâneo. Eu sou uma pessoa altamente coesa! Só quem tem necessidade de arte me entende. Será que todos tem? Será que existem outras formas de expulsar sem retirar, berrar sem voz, revelar sem transparecer? Ou as vezes transparecendo (e eu que o diga). Artistas somos todos, em certos momentos. Considero o amor e a falta dele como o combustível artístico mais eficiente. E altamente poluidor.

Dia desses, lendo uma biografia de Mário Quintana (biografia = alguns paragráfos), reparei em como os escritores geralmente não sonham em sê-lo. Minha opinião não é embasada, como não poderia deixar de ser, mas aqui cabe um questionamento: e quem é? e quem sonha em ser algo, que acaba sendo no futuro (e até mesmo com alguma carga de sucesso nisso)? Será que as melhores escolhas se dão ao acaso? E esse tal de acaso, não seria mais do que o total desconhecimento dos homens acerca de algo que eles não conhecem? Digressões são meu forte e meu fraco! Palavras como "sorte" e "acaso" não me caem muito bem. Não acreditando em Deus. Porque você é mais sortudo que eu, se a justiça (deveria) reinar na vida? A justiça divina pode ser encarada por muitos como uma alegoria, uma utopia, uma inverdade, visto o que nossos sentidos captam por aí. Você acredita 101% nos seus 5 sentidos? Eu não vejo sentido.

Não vou me estender mais por hora, nem por minuto. 15:31 e ainda restam 149 =)

Até breve!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

mais UM

Trapaça da Dor (Frejat e Cazuza)

Do teu rosto eu me lembro o silêncio
E do corpo as pernas sempre cruzadas pra vida
Onde é que você anda? Eu pergunto e eu respondo

Tá se enganando na certa
Tá por aí de conversa
Sem notar que o tempo passa
Passa e é trapaça da dor

Tantas coisas que eram só de nós dois
Hoje estão de boca em boca como qualquer piada
Tanto amor disperdiçado indo e vindo na calçada

Eu não quero amar pra nada
Eu não quero amar mais nada
Que vá embora assim sem saudade
Que doa tanto lembrar

(os dizeres dessa composição não refletem necessariamente as visões e questões desde que vos escreve. mas é legal, mesmo assim, frejat é um cara abençoado.

acho que acabei de descobrir meu potencialmente perigoso nível de ansiedade. parece mecânico, colocar 'será que' quando inicio minhas frases. minhas orações, nos dois sentidos. acho que também acabei de descobrir meu já perigoso nível de hipocrisia, porque a minha ansiedade já era minha conhecida a tempos! haha! meu perfeccionismo se deve muito a ela, deve ser por isso que faço administração. deve ser por isso que não faço administração tão bem. haha!

mas é incrível o que vemos por aí.... é incrível como os problemas aproximam as pessoas. será esta uma razão de ser dos problemas? será metade da humanidade tão descuriosa a ponto de não se perguntar se de fato há uma causa dos problemas? e não falo dos do cotidiano. e sim daqueles do cotidiano. aqueles, que ocupam nossa mente de forma tão ocupante, não deixam espaço pra mais nenhum, são egoístas, são nossos. aqueles que você passa o dia pensando. cotidianamente eles revelam estar vinculados com sentimentos. é claro, durt. as pessoas se magoam, mutuamente, insuladamente, all the time. haha, lulu santos. e o medo paralisa, e a coragem destoa, e a persistência envergonha, e o coração descamba, ou quase. e tudo devia ser ao contrário. mas de que ideal estamos falando? exatamente daquele que não existe, logo, devia ser assim sim. no futuro, devia não ser.

um pedacinho da minha mente parece ocupada com outra coisa. pera aí, vou ali consertar!

é, veja você.
de fato, vivemos em harmonia e caos!

let me go, so. um abraço aos navegantes insistentes!)

sábado, 4 de julho de 2009

Será que?

Ouvindo Coast to Coast do intruncado e talentoso Glenn, já se espera que esse texto não fale exatamente sobre muita coisa... Na verdade não atualizo isso aqui faz tempos, mas como minha voz me impossibilita de cantar no momento, e o escrever é minha segunda válvula de escape favorita, vamos a ela.! Chega de redundâncias, vamos ao ponto! Mas que ponto? Acho que eu desejei escrever no intransitivo. Desejo. Sem mais, mas com mais. E não é pra ficar chique. Quero relatar o desejo intrínseco dos homens de relatarem suas dores. Mas com uma pitadinha de orgulho, pra dar sabor. Seria a pimenta, que causa hemorróidas?

Na verdade, se o orgulho fosse meu companheiro, talvez eu não estivesse aqui hoje... talvez estivesse, talvez estivesse no psiquiatra! A confusão é termos sempre razão, acharmos que sempre temos, mentirmos que sempre temos, mentir pra nós mesmos.

E o futuro, cadê ele? E o passado, esse eu sei onde está. Nas mentes de todos. É, pessimista demais. Nas de alguns. Nas de muitos. Prioritariamente, nas de alguns. O futuro não existe, ahá, clichê! E o que não é mais clichê do que o próprio clichê? E o que não é mais estonteante e ao mesmo tempo, excêntrico e comum, chato ou potencialmente interessante, do que alguém que escreve simplesmente pra acalmar suas dores? Acalmar seu coração? Ao som de músicas que me projetam pra outro lugar? Mas de olhos abertos, sei que estou em casa, olhando pra uma tela. De pés no chão eu não saberia, porque meto os pés no chão onde quer que eu esteja, nos meus sonhos, talvez! Certo!

Voltei aqui porque queria terminar o texto com 'Será que' e queria escrever mais... portanto, se quiser ler o final primeiro, fique a vontade. A hipocrisia me impede de chegar aqui e gritar o que realmente me incomoda. Mas gritar? Pare de zoar as minhas metáforas, você sabe muito bem que gritamos calados! Agora vou ter que fazer um segundo final, porque realmente vou acabar o texto, e texto sem final, por mais que tenha um, fica estranho! Serei breve. O que me aflige são muitas coisas, uma mais do que as outras. Espero que mude. Tentarei. Veremos.

Algum dia vou ler esse texto e rir dele. Outro eu talvez me solidarize comigo mesmo. Mas o importante é que haverá outros dias! E que, neles, projetarei o melhor de mim, como sempre faço. Será suficiente? Será que?