segunda-feira, 1 de março de 2010

Ela e Ele

Ela. Com ares brancos, e um preto pra dar elegância. Ela, que as vezes é figura dos meus sonhos e doutras vezes, dos meus sonhos reais. Ela, a que me sustenta, e que é sustentada, a que me abriga e me glorifica, e a que contém tudo, tudo para que, junto de mim, se torne totalidade. Uma totalidade que ainda depende de uma série de coisas, sim, mas quem dizeria que não o é? Quem, que visse como é? Como somos? Não, não, ninguém diria.

Ela, que sobrepõe-se ao meu verde. Que surrupia o meu futuro, é dona do meu passado e me faz feliz no presente. Que não é tanto assim, e por isso mesmo o é. Que diz do mar, como aquele que é nós. Que tem sonhos de atravessar esquinas, como se fossem estados. Mas, que, na visão de um mero administrador, ganham contornos muito próximos da famigerada Realidade. Verdadeira contraposição ao sonho? Ou por vezes um adendo deste? Vale a reflexão. Vale mais ainda vivenciar. E como vale.

Ela. Ah, como eu queria ela.

Um comentário:

Thobila disse...

Muito Bom! Gostei dos dizeres...